Quero agora contar-lhe poucas letras. Dizer que as marmas explicações talvez estejam amenizando, pois anseio ações.
Entretanto, o repentino entristecer continua a invadir meu estado próprio. Sem aviso prévio, seja no entardecer ou anoitecer. Simplesmente chega. E tudo muda. Muda é a minha dor interna. Assim como a moradia ultra-coletiva grita num silêncio mortal. Eu quero gritar por liberdade, por justiça. Gritos espaçados, mudos, silenciosos.
Mas, é nesse ponto que caio no inseguro e constante meio-termo e, por vezes, deixo que a monotonia e desânimo me atrapalhem. Minhas entranhas sangram cuidadosamente e meus músculos visíveis mostram o preço.
Confesso que venho me relacionando bem com o norte e o leste, que venho gostando de calma e atitude. Companhia e solidão. Amigos e desconhecidos.
Contudo, também devo destrinchar que venho tendo uma forte impressão que as grandes amizades têm possibilidades de não serem tão longas ou douradoras, e que o abstrato desejado ainda demore um bom tempo pra enaltecer.
Quanto às condições, o amadurecimento e a compreensão vou obtendo com o tempo, todavia ontem à noite essa inquietude avassaladora me fez dormir sob o efeito de lágrimas enquanto, a chuva me trazia uma dúbia nostalgia.
quinta-feira, 27 de março de 2008
sábado, 15 de março de 2008
No Pátio da Exclusão
Numa sexta parte semanal busca-se um refúgio público que, aos poucos, torna-se privado. Uma liberdade momentânea, que vai resistindo aos ruidos transmitidos pela massa, porém, uma minoria evoluida- ou não- celebra junto algo que eu ainda não compreendo. Metade são depressivos que, como eu, querem disfarçar, por instantes, os angustiantes e dolorosos gritos da alma ocasionados pelo martírio modelar. Querem gozar de uma força que comumente não existe.
Mas,de repente, o tempo acaba. A radiação de alegria vai desaparecendo. As vozes vão sumindo. O imaginário céu azul vai mostrando sua face. A auto-confiança se esgota novamente. As notas voltam a perder o ritmo. E tudo volta ao cotidiano início. Onde foram parar os pássaros uivantes? Onde está a coragem? Não ouço aplausos eufóricos. O frio domina o espaço.
Por mais que não hesite em participar da integração, não sei se é essa felicidade instântanea que almejo.
Mas,de repente, o tempo acaba. A radiação de alegria vai desaparecendo. As vozes vão sumindo. O imaginário céu azul vai mostrando sua face. A auto-confiança se esgota novamente. As notas voltam a perder o ritmo. E tudo volta ao cotidiano início. Onde foram parar os pássaros uivantes? Onde está a coragem? Não ouço aplausos eufóricos. O frio domina o espaço.
Por mais que não hesite em participar da integração, não sei se é essa felicidade instântanea que almejo.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Alternâncias
No ponto mais sublime da gestação o bebê tão aguardado nasce sem vida. Como será que ele cresceria nesse mundo tão tão perdido? O quanto será que sofreria em meio à hipocrisia?
Não sei, entretanto, imagino.
É como o jovem que se esconde atrás de uma invisível e amarga capa. É como o animal africano, que é resgatado de um insólito circo e levado para um cerco melimetricamente delimitado, onde passará, talvez, o resto da vida sonhando com uma nova liberdade, que nunca passará dos olhos felizes e inocentes de uma criança ao vê-lo. O ancião que tenta mostrar como vencer a um jovem, que é tão inerte e rebelde sem causa como a maioria.
A vida é um dom tão belo e profundo! Não consigo compreender porque tornamos o viver tão irônico e azedo.
Fome, destruição, intolerância, ignorância...como num salgado inspirar, confirmo que é essa a herança que as gerações adultas de ontem, hoje e depois deixam para os que chegam.
E como se todas essas chagas globais não bastassem, ainda ousam em sustentar, com ásperos pilares, um cruel costume: o preconceito. Preconceito tal que acarreta a uma cascata de outros males.
Entretanto, no momento em que chove torrencialmente em meu introspecto, consigo ver a esperança de que aos poucos ainda podemos causar uma doce e melódica mudança.
Desse modo, eu concluo estas linhas (rabiscadas numa aula de edificações!) com um pensamento que em mim aflorou na noite passada. Condição é diferente de opção. Opinião é diferente de fato. Mas, hipocrisia é hipocrisia, é atraso.
Não sei, entretanto, imagino.
É como o jovem que se esconde atrás de uma invisível e amarga capa. É como o animal africano, que é resgatado de um insólito circo e levado para um cerco melimetricamente delimitado, onde passará, talvez, o resto da vida sonhando com uma nova liberdade, que nunca passará dos olhos felizes e inocentes de uma criança ao vê-lo. O ancião que tenta mostrar como vencer a um jovem, que é tão inerte e rebelde sem causa como a maioria.
A vida é um dom tão belo e profundo! Não consigo compreender porque tornamos o viver tão irônico e azedo.
Fome, destruição, intolerância, ignorância...como num salgado inspirar, confirmo que é essa a herança que as gerações adultas de ontem, hoje e depois deixam para os que chegam.
E como se todas essas chagas globais não bastassem, ainda ousam em sustentar, com ásperos pilares, um cruel costume: o preconceito. Preconceito tal que acarreta a uma cascata de outros males.
Entretanto, no momento em que chove torrencialmente em meu introspecto, consigo ver a esperança de que aos poucos ainda podemos causar uma doce e melódica mudança.
Desse modo, eu concluo estas linhas (rabiscadas numa aula de edificações!) com um pensamento que em mim aflorou na noite passada. Condição é diferente de opção. Opinião é diferente de fato. Mas, hipocrisia é hipocrisia, é atraso.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Condições
"Liberdade é pouco. O que eu mais anseio ainda não tem nome" Clarice Lispector.
Existem momentos que tudo se torna uma armadilha transtornante nos becos de meu consciente.
Na situação que estou pensar no ato de respirar se torna desgastante. E desestruturado estive de tanto marmamente buscar respostas, explicações e saídas para minhas condições.
O sentir de ter errado que paradoxamente e constantemente ponho em órbita se torna desnecessário, pois o que necessito ter em minha mente é a responsabilidade para viver.
Nas linhas do cotidiano percebo que tudo isso nunca foi, é ou será uma exclusividade minha. Entretranto ao adaptar-me na juventude quero sempre mais não temer em ser diferente do convencional.
Estou apenas na construção de minha trilha e não posso mais abrir possibilidades para as tentações que podem me trazer malefícios, tampouco para as marcas sociais e hipocrisia humana. Pois isto me pertuba, torna meu ar rarefeito, me afasta de Deus, da luz, das pessoas e até das letras.
Assim, vejo com os olhos não carnais que serei amado pelo que eu sou. Sigo então, alimentando a vida com o combustível eficaz que é a prática dos sonhos. Quero afirmar-me de maneira coerente a cada passo e é desse modo que alçarei o que todos necessitamos: a felicidade: o ato de ser livre!
Existem momentos que tudo se torna uma armadilha transtornante nos becos de meu consciente.
Na situação que estou pensar no ato de respirar se torna desgastante. E desestruturado estive de tanto marmamente buscar respostas, explicações e saídas para minhas condições.
O sentir de ter errado que paradoxamente e constantemente ponho em órbita se torna desnecessário, pois o que necessito ter em minha mente é a responsabilidade para viver.
Nas linhas do cotidiano percebo que tudo isso nunca foi, é ou será uma exclusividade minha. Entretranto ao adaptar-me na juventude quero sempre mais não temer em ser diferente do convencional.
Estou apenas na construção de minha trilha e não posso mais abrir possibilidades para as tentações que podem me trazer malefícios, tampouco para as marcas sociais e hipocrisia humana. Pois isto me pertuba, torna meu ar rarefeito, me afasta de Deus, da luz, das pessoas e até das letras.
Assim, vejo com os olhos não carnais que serei amado pelo que eu sou. Sigo então, alimentando a vida com o combustível eficaz que é a prática dos sonhos. Quero afirmar-me de maneira coerente a cada passo e é desse modo que alçarei o que todos necessitamos: a felicidade: o ato de ser livre!
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Natalismo
Quando dezembro chega fico animado de cara! Não só pela minha comemoração de nascimento, mas também pela 'espiritualidade' que aparentemente domina essa época de desfecho anual.
Nas primeiras semanas do mês 12, os cristãos vivenciam o advento-preparação para a chegada do Cristo- que justifica a comemoração do natal, não é?!
Mas, o que há é um mês marcado, mais do que qualquer outro mês, pelo consumismo, capitalismo, estrangerismo...e vários outros termos que tenham o tal sufixo que você possa pensar!
O são Nicolau por exemplo, pobre espírito! Foi um homem de enorme caridade que habitou neste nosso universo séculos atrás, e que depois teve sua imagem Mortalizada pelo velhinho de barba branca, roupa vermelha e olhos azuis-coincidentemente ou não- as "cores" dos Estados "Unidos" da América, o país que tanto queremos ser.
Lojas lotadas! Um verdadeiro inferno consumista em meio ao nosso quase extinto "inferno verde", como chamavam os colonizadores portugueses.
Será que a estima de uma pessoa por outra só pode ser demonstrada nessa época do ano, e por presentes? É mesmo necessário comprar a sua "roupa de natal"? Talvez se as pessoas descobrissem como e por quem são produzidas essas roupas de marca que tanto transformam em moda se conscientizariam um pouco...Mas, não se preocupem consumistas. Se algum vestimento apresentar problema, liguem para a tal marca e reclamem, que assim as pobres crianças chinesas e africanas em seus respectivos países, aprenderão a fazer melhor com boas palmadas de ano novo!
Essa é de fato uma época de festa. Festa para os capitalistas, alienadores e cia.
O que vivemos de fato nesse período é um natalismo- triste neologismo que tenho de criar para expressar o advento capitalista para o ano seguinte. Pois não esqueçam que 2008 começará com juros e pagamentos. Mas sei que estamos todos acostumados.
Sendo assim, desejo bons pagamentos e que haja dinheiro- ou money- já que falamos tantas palavras estrangeiras...E comecem a se preparar para o próximo tempo natalista que há de vir. Já que as coisas nunca mudam...afinal, somos o país da ordem e progresso! Ou será do tio Sam verde e amarelo?!
Nas primeiras semanas do mês 12, os cristãos vivenciam o advento-preparação para a chegada do Cristo- que justifica a comemoração do natal, não é?!
Mas, o que há é um mês marcado, mais do que qualquer outro mês, pelo consumismo, capitalismo, estrangerismo...e vários outros termos que tenham o tal sufixo que você possa pensar!
O são Nicolau por exemplo, pobre espírito! Foi um homem de enorme caridade que habitou neste nosso universo séculos atrás, e que depois teve sua imagem Mortalizada pelo velhinho de barba branca, roupa vermelha e olhos azuis-coincidentemente ou não- as "cores" dos Estados "Unidos" da América, o país que tanto queremos ser.
Lojas lotadas! Um verdadeiro inferno consumista em meio ao nosso quase extinto "inferno verde", como chamavam os colonizadores portugueses.
Será que a estima de uma pessoa por outra só pode ser demonstrada nessa época do ano, e por presentes? É mesmo necessário comprar a sua "roupa de natal"? Talvez se as pessoas descobrissem como e por quem são produzidas essas roupas de marca que tanto transformam em moda se conscientizariam um pouco...Mas, não se preocupem consumistas. Se algum vestimento apresentar problema, liguem para a tal marca e reclamem, que assim as pobres crianças chinesas e africanas em seus respectivos países, aprenderão a fazer melhor com boas palmadas de ano novo!
Essa é de fato uma época de festa. Festa para os capitalistas, alienadores e cia.
O que vivemos de fato nesse período é um natalismo- triste neologismo que tenho de criar para expressar o advento capitalista para o ano seguinte. Pois não esqueçam que 2008 começará com juros e pagamentos. Mas sei que estamos todos acostumados.
Sendo assim, desejo bons pagamentos e que haja dinheiro- ou money- já que falamos tantas palavras estrangeiras...E comecem a se preparar para o próximo tempo natalista que há de vir. Já que as coisas nunca mudam...afinal, somos o país da ordem e progresso! Ou será do tio Sam verde e amarelo?!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Paranóia Eloquente
Por que às vezes ele tem que beber, chegar tarde e falar besteira?
Por que parece que nada do que eu faço o orgulha?
Por que ela, ao meu ver, a educa tão mal e ignora minhas visões pela minha idade?
Por que ele tem de ser tão intruso? Tão alienado?
Por que ela gosta tanto de fazer comparações?
E, porquê será que eu não consigo demonstrar que os amo tanto, se eles mesmo com tudo o fazem com enorme facilidade?
Sinto medo que essa fase não passe.
Insegurança em excesso;desejo em excesso;dúvidas em excesso;auto-cobrança em excesso...isso, em mim, faz-me querer mais a solidão.
Cuidado em demasia; moralismo e tradição em demasia; convencionalismo em demasia...isso e mais um pouco que há na maioria em minha volta me aprisiona com mais intensidade nessa claustrofobia necessária.
Enquanto a vida vai se tornando cada vez mais inusitada, eu busco apoio em minhas conquistas, objetivos em traçamento e, em meus sonhos um ar límpido para purificar minha imensidão interior.
Uma solução talvez fosse abrir azas e voar;agir naturalmente. Para quê martirizar minha mente se o que é certo pode estar errado, e o que é errado pode estar certo?!
O que é o certo? O que é o errado?
Se essas sangretas interrogações aparetam nunca cessar, é melhor que eu continue vivendo e esqueça disso por enquanto. Ao menos por agora.
Por que parece que nada do que eu faço o orgulha?
Por que ela, ao meu ver, a educa tão mal e ignora minhas visões pela minha idade?
Por que ele tem de ser tão intruso? Tão alienado?
Por que ela gosta tanto de fazer comparações?
E, porquê será que eu não consigo demonstrar que os amo tanto, se eles mesmo com tudo o fazem com enorme facilidade?
Sinto medo que essa fase não passe.
Insegurança em excesso;desejo em excesso;dúvidas em excesso;auto-cobrança em excesso...isso, em mim, faz-me querer mais a solidão.
Cuidado em demasia; moralismo e tradição em demasia; convencionalismo em demasia...isso e mais um pouco que há na maioria em minha volta me aprisiona com mais intensidade nessa claustrofobia necessária.
Enquanto a vida vai se tornando cada vez mais inusitada, eu busco apoio em minhas conquistas, objetivos em traçamento e, em meus sonhos um ar límpido para purificar minha imensidão interior.
Uma solução talvez fosse abrir azas e voar;agir naturalmente. Para quê martirizar minha mente se o que é certo pode estar errado, e o que é errado pode estar certo?!
O que é o certo? O que é o errado?
Se essas sangretas interrogações aparetam nunca cessar, é melhor que eu continue vivendo e esqueça disso por enquanto. Ao menos por agora.
sábado, 8 de dezembro de 2007
8 de dezembro
Parece mais que foi ontem, quando me machuquei pela primeira vez, quando adentrei à escola no primeiro instante, quando dei o 1° beijo, quando aos 8 já meio que começava a querer "decidir" minhas vocações futuras...
Hoje, tenho muito a agradecer ao nosso bom Deus pela vida que confiou em minha alma. Vida esta que se iniciou num parto complicado e, que dali, já meio que mostrava a força pela qual eu devia seguir no futuro.
Devo agradecer pela minha família, base natural, diretriz de meu coração.
Pelos amigos queridos que enchem de vigor meus dias. Pelas dores, desamores e incertezas já passados em meu viver que me fizeram e me fazem querer lutar mais e mais pelos meus inúmeros sonhos.
Sonhos! Ah sonhos! São a energia preciosa para a vida de todos.
Devo pedir perdão pelos momentos que habito em caminhos no mínimo sinuosos ou obscuros. Sou apenas "normal", normal como os loucos, normal como todos.
E também pedir, prometer a mim mesmo que nada vai me fazer desistir, que nada me fará cair.
Termino este dia radiante, libertando de minha mais pura filosofia introspectiva essa pequena crônica de meus 16 anos!
Hoje, tenho muito a agradecer ao nosso bom Deus pela vida que confiou em minha alma. Vida esta que se iniciou num parto complicado e, que dali, já meio que mostrava a força pela qual eu devia seguir no futuro.
Devo agradecer pela minha família, base natural, diretriz de meu coração.
Pelos amigos queridos que enchem de vigor meus dias. Pelas dores, desamores e incertezas já passados em meu viver que me fizeram e me fazem querer lutar mais e mais pelos meus inúmeros sonhos.
Sonhos! Ah sonhos! São a energia preciosa para a vida de todos.
Devo pedir perdão pelos momentos que habito em caminhos no mínimo sinuosos ou obscuros. Sou apenas "normal", normal como os loucos, normal como todos.
E também pedir, prometer a mim mesmo que nada vai me fazer desistir, que nada me fará cair.
Termino este dia radiante, libertando de minha mais pura filosofia introspectiva essa pequena crônica de meus 16 anos!
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